By

“Conseguimos algo inédito, fruto da nossa ambição e dedicação”

Futebol, Iniciados

Os Iniciados A estão, pela primeira vez na história do Real SC, na segunda fase do Campeonato Nacional de Juniores C.

Foram 14 jornadas nada fáceis e o Real SC começou a época consciente de que não teria a vida facilidade. Acima de tudo, a equipa ia lutar pela manutenção, mas conseguiu ir mais além.

É inédito, mas não era o objetivo principal. O grande objetivo era a manutenção. Entre nós, internamente, queremos sempre ganhar.Tiago Teixeira, treinador

“Sabíamos que tínhamos a pior série, a de Lisboa é sempre a pior, a mais difícil, mais competitiva. As lesões em Santarém trouxeram ao de cima o grupo que temos e o espírito de sacrifício e família que existe”, explicou o treinador.

Na segunda jornada do CN Juniores C, a equipa sofreu perdas importantes, dois jogadores ficaram lesionados com gravidade e tiveram de ser assistidos no hospital de Santarém.

O grupo que compõe os Iniciados A foi construído praticamente de raiz. No verão entraram 15 novos jogadores e depois a pré-época de adaptação e treinos não foi além de quatro semanas e meia.

Foi preciso aplicar muito trabalho, muito espírito de grupo e muita agregação ao clube para chegarmos aqui. Conseguimos algo inédito, mas é fruto da nossa ambição e dedicação.Tiago Teixeira, treinador
Conseguimos integrar bem os nossos colegas de equipa e isso foi essencial para a passagem à segunda fase.Diogo Piteira, guarda-redes

Foi a vitória contra o SL Benfica que fez o grupo sonhar

No início da época, a equipa técnica ficou surpreendida com os guarda-redes que compunham o plantel. São todos de baixa estatura e isso representava, sem dúvida, um desafio para o grupo. Era fundamental evitar perigo na grande área do Real SC.

“Felizmente correu bem ao único guarda-redes que jogou no Campeonato Nacional. Fez uma primeira fase extraordinária e foi decisivo em dois jogos, um deles contra o SL Benfica”, elogiou o treinador Tiago Teixeira.

Diogo Piteira, Diogo Nascimento e Telmo Simões

O guarda-redes em questão é Diogo Piteira.

“A cerca de cinco minutos do fim, houve um lance, eu estava no meio da baliza e consegui desviar a bola que acabou por bater no poste e sair”.

Senti que tinha fiz o meu trabalho, que respondi à confiança que depositaram em mim. É um sentimento de dever cumprido.Diogo Piteira, guarda-redes

“Agora sinto alguma ansiedade pela segunda fase. Sei que não vai ser fácil, além de que é a primeira vez que se consegue aqui no Real SC. Vão ser jogos difíceis, mas tal como aconteceu na primeira fase vamos ver o que se pode fazer”, disse o guarda-redes.

Porque o Real SC é mais que um clube

Há 30 anos no clube, Tiago Teixeira, técnico principal dos Iniciados A, sente que o Real SC lhe corre nas veias de uma forma especial e é esse sentimento de pertença que quer transmitir aos seus jogadores. Acredita que o sentir e viver o clube como uma família é uma arma importante para o sucesso.

“Todos têm ambições de chegar longe no futebol, mas o que lhes procuro transmitir é que fundamental é conseguirem garantir que na próxima época continuam no Real SC, porque o clube está em primeiro lugar.”

O médio Telmo Simões admite que “no início não acreditava que pudéssemos chegar à segunda fase, mas depois os resultados foram aparecendo e nos últimos três jogos, só podíamos ganhar. Conseguimos esse resultado e isso levou-nos até aqui, é o mais importante.”

Opinião partilhada por Diogo Nascimento. O avançado chegou esta época ao clube e garante que quer ficar e continuar a vencer.

É difícil ser novo em uma equipa, mas o grupo integrou-me bem e pelos vistos foi a escolha certa. Quero continuar no Real SC. Estamos cá para ganhar!Diogo Nascimento, avançado

“No início da época, o mister disse-nos que o objetivo era a manutenção, mas como passar do tempo começámos a jogar cada vez melhor e começamos a acreditar que era possível. Sente-se sempre nervosismo antes do jogo, mas é um nervosismo bom porque o que queremos é jogar e quantas mais vitórias mais confiança temos. Foi isso que nos guiou à segunda fase”, disse o jogador.

“Sabíamos que ia ser um jogo terrível”

Em Torres Vedras, os Iniciados A garantiram a passagem à segunda fase do Campeonato Nacional, mas não foi tarefa fácil.

O treinador admite que a equipa técnica esperava ter a vida dificultada ao máximo e foi o que aconteceu.

“Foi uma semana de muita ansiedade. Tínhamos ganho ao SL Benfica, sabíamos o que estava em jogo, os pais e os jogadores estavam nervosos e ansiosos pelo jogo em Torres Vedras. Não foi fácil de gerir”

O jogo não começou nada bem.

“O Torreense fechou-se bem e obrigou-nos a ter de trabalhar imenso para chegar à vitória. Marcámos na sequência de uma jogada que nunca tínhamos trabalhado e na jogada a seguir o nosso central parte a perna, lesão que nos obrigou a reagrupar o jogo. Com isto, mostrámos mais uma vez o grande carácter desta equipa. Os jogadores conseguiram manter-se firmes e concentrados durante os 10 minutos finais. Sem falar daquele lance extraordinário em que a bola vai ao poste no último segundo de jogo”.

O nosso primeiro grande objetivo está feito. A manutenção está garantida em novembro, o que é extraordinário.Tiago Teixeira, treinador

“Agora na segunda fase, queremos usufruir. Estamos entre as oito melhores equipas das duas series, vamos ter viagens e jogos importantes por isso temos que usufruir ao máximo, ir jogo a jogo, sabemos que somos extremamente ambiciosos, mas também que não será nada fácil, já que chegámos até aqui, agora é ver até onde conseguir ir sempre com dignidade e cabeça erguida”.

Comments are closed.