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Futebol: Carta aberta

Futebol, Informações, Real SC

Aos Técnicos, Atletas, Colaboradores,

Pais e Encarregados de Educação

No quadro do esforço conjunto que todos devemos e procuramos fazer para formar jovens cidadãos com gosto pela prática desportiva mas também com sentido ético e de fairplay, capazes de procurarem a superação através do treino e da competição, bem como de saberem aceitar as suas limitações ou a superioridade dos outros, compete-nos a todos nós promover as boas práticas através de exemplos positivos e diferenciadores que sejam um suporte duradouro para a vida destes jovens.

De sublinhar, por outro lado, o facto de o Real Sport Clube ser uma instituição de direito privado e como tal se reservar o poder de decidir quem pode ou não beneficiar dos seus serviços bem como da frequência e/ou permanência nas suas instalações.

Neste enquadramento reside a intransigência do Real Sport Clube de não permitir situações de violência efetiva, incitamento à violência e desrespeito pela ética e fairplay desportivo, praticados por quaisquer intervenientes no contexto do universo desportivo promovido e/ou participado pelo clube, seja nas suas instalações seja nas de outrem.

Assim, em ocorrência de factos que correspondam a comportamentos incorretos, de agressividade, violência e desrespeito pelos princípios e valores humanos e desportivos, serão os intervenientes sujeitos a procedimento de inquérito de modo a se apurar o âmbito e o grau de responsabilidade, podendo os mesmos no limite e por decisão diretiva serem impedidos de frequentar as instalações do clube.

Mais se releva que a haver dolo efetivo da instituição Real Sport Clube, seja por coima e/ou impedimento de utilização das próprias instalações e/ou perda de direitos desportivos, (perda de pontos, jogos, e/ou suspensões administrativas), poderão ser imputadas responsabilidades nomeadamente através de indemnizações ao clube.

Neste quadro estão incluídos os pedidos de ressarcimento por danos morais e patrimoniais causados por deterioração de notoriedade pública, a serem apresentados em processo cível nos locais próprios para o efeito, os tribunais.

Para se evitar tais consequências e tendo em conta sobretudo o interesse superior na formação do jovem atleta é que apelamos à prática de uma atitude responsável e positiva.

O Coordenador do Sector de Formação de Futebol do Real SC

João Pedro Ferreira

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