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Como se dança durante a pandemia?

Ballet, Contemporânea, Danças

Há um ano a Covid-19 parou os espetáculos, apagou as luzes do palco e deixou bailarinos e alunos longe das aulas e dos aplausos. A professora Sandra Santos, responsável pelo Ballet e pela Dança Contemporânea no Real SC, não baixou os braços e tem procurado usar a internet como fiel aliada para colmatar a ausência das classes e das aulas.

Como foi manter os diferentes grupos unidos e motivados para os treinos online?

Verdade, já lá vai um ano… tem sido um desafio constante criar aulas dinâmicas, criativas e onde a técnica não esmoreça. Não vale a pena dizer o contrário, as aulas online mantêm o gosto de quem adora dançar, mas são como um curativo paliativo. Ninguém que goste de dança prefere este formato, no entanto de momento é o que temos e onde nos temos de agarrar para não deixar morrer esta arte, sabendo que será apenas temporário.

Tem conseguido manter os três níveis de ballet e de dança?

Três de dança e quatro de ballet. Tudo se manteve, apesar da junção de duas turmas no ballet e duas turmas na dança. Facto que só veio enriquecer no sentido de maior união e cumplicidade entre as alunas.

Antes da pandemia, as tuas turmas iam algumas vezes a espetáculos e workshops. Agora não é possível. Tem feito algo de diferente para colmatar esta falha?

Sim. Tenho feito partilha de muitos espetáculos, aulas de profissionais gratuitas e textos para lerem, pois se há coisa boa nesta pandemia é a oferta que se gerou em torno da dança. Nas minhas aulas tenho feito um esforço para lhes dar ferramentas de outras áreas da dança (como yoga, alongamentos, barra de chão, coreografia, ballet workout, entre outros) para que se consigam complementar ainda mais na sua formação, facto que não é possível no presencial pois não há tempo de aula para explorar isso.



Enquanto professora, coreógrafa e bailarina… de que sente mais falta? Qual a primeira coisa que vai querer fazer quando o mundo reabrir portas?

Sinto mais falta do palco. Com ou sem público não interessa. No outro confinamento já estava o meu espetáculo a meio gás quando teve que ser cancelado. Neste já estava a ideia a fervelhar e íamos começar a coreografar… Em um ano dois espetáculos por água a baixo. Não podemos permitir isto, portanto a prioridade é arregaçar as mangas e fazer um espetáculo acontecer seja de que forma for. Eu e Elas merecemos isto.

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